Palestra, que ocorreu no Espírito Santo, discute riscos e pontos críticos para operações no mercado europeu
A Europa deixou de ser apenas uma referência institucional e passou a exigir leitura estratégica de empresários e investidores que avaliam expandir suas operações. Com essa perspectiva, o advogado especialista em negócios internacionais, Bruno Albuquerque, palestrou nesta sexta-feira, dia 22, para mais de 80 pessoas no Stars Conference, realizado no Espírito Santo. O encontro, que reúne lideranças de diferentes regiões do Brasil, debateu sobre inovação, tecnologia e investimentos.
Na apresentação, Albuquerque destacou que a Europa não é apenas um destino turístico, mas funciona como uma arquitetura de mercado, com prioridades claras, programas de fomento e critérios que influenciam capital, parcerias e escalabilidade.
“Foi uma ótima oportunidade de levar aos empresários do Espírito Santo uma conversa objetiva sobre internacionalização, conectando oportunidade com estrutura e tomada de decisão. Não é sobre entusiasmo, é sobre entender custo, risco e o que precisa estar pronto antes de avançar”, afirmou.
Entre os pontos abordados estiveram as tendências atuais do ecossistema europeu, como deep tech, transição energética, digitalização e produtividade, e a relevância de negócios capazes de dialogar com regulação, dados e exigências de conformidade. O advogado também tratou de instrumentos e dinâmicas de financiamento voltados à inovação, reforçando como programas e fundos europeus sinalizam o direcionamento do mercado.

Expansão para a Europa
Ainda, a palestra destacou como a Europa é a porta de entrada para expandir os negócios e alcançar maiores públicos. “A lógica da internacionalização significa entrar em um sistema com mobilidade e presença multijurisdicional. A estratégia não deve ser restrita a um único país, mas considerar o espaço econômico ampliado. Por isso, apresentei Portugal como alternativa prática, até pela proximidade cultural e pela integração à União Europeia e ao espaço Schengen (área de livre circulação)”, explica Albuquerque.
Ao falar de execução, o advogado especialista em negócios internacionais enfatizou o filtro jurídico que as empresas ou startup devem possuir, como entidade legal adequada, estrutura societária compatível e capacidade operacional e financeira para sustentar o projeto. No fim, reforçou que as melhores decisões acontecem antes da expansão e que o mais importante é definir como entrar de forma juridicamente correta na União Europeia.
